sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Hoje eu andei pensando muito nessa coisa de ser mãe. Em como é incrível a transformação que ocorre em nós e nas nossas vidas quando isso acontece. Coisas que sua mãe dizia "você só vai entender quando for mãe" é tão verdedeiro que em muitos momentos é quase como se pudesse ouvir a minha mãe dizendo em meu ouvindo "eu não disse!"... e é incrível como tudo que afeta ou diz respeito a nossos filhos tem proporções inimagináveis no coração de uma mãe. Como uma simples febre que enquanto não passa, tira o nosso sono, somos capazes de passar a madrugada velando o sono de nossos pequenos, medindo a febre de hora em hora para sabermos se está melhorando ou não, e quando finalmente o sono vence, acordamos ao menor ruído ou gemido, assustadas, muitas vezes até apavoradas, pensando sempre que algo aconteceu. E quando amanhece, e percebemos que a febre foi embora, suspiramos aliviadas e voltamos a nos comportar como seres normais, dizendo, foi só uma febre!... mãe, que viajem mais sem nexo. Descobri que sou capaz de ter um humor diferente a cada minuto do dia, basta algo aqui ou ali, culpa, claro, dos hormônios loucos que tomam conta da gente depois que parimos e nunca mais nos abandonam. Mas a verdade é que vivemos pela felicidade dos filhos, você nunca vai ver uma mãe feliz se o filho estiver triste, porque simplesmente não dá, é preferível sofrer, abrir mãos dos nossos sonhos, a ver um filho sofrer. O sorriso de um filho é como um curativo num corte, não resolve tudo, mas ameniza a dor. E tão certo quanto dois mais dois são quatro, você repetirá os mesmos erros dos seus pais. Coisas que você odiava, brigava, se irritva quando seus pais diziam ou faziam, saíra naturalmente de você em algum momento de sua vivência com seus filhos. Sorte daqueles que perceberem e tiverem capacidade de corrigir, mudar, melhorar, se lembrando de como aquilo era ruim, tolhia, machucava. Mas o lado bom é que as coisas boas também sairão naturalmente e você se verá sorrindo ao obter o mesmo sucesso que seus pais obtiveram com você. E no futuro, beeeemmmm distante, quando chegarem os netos, lá estará seus filhos caminhando quase que os mesmos passos que você e seus pais já deram. Talvez seja isso que chamem de Roda da Vida, com seus altos e baixos, e sempre com grandes recomeços.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Um novo começo

E aqui estou eu novamente, alguns meses depois, muitos quilinhos a mais, uma nova cidade, um novo Estado, e um novo começo. Dizem que temos que estar rodiados das pessoas o tempo todo, que não devemos deixar a peteca cair, que a solidão é negativa... dizem tantas coisas, mas a verdade é que cada um vive ao seu modo, buscando aquilo que lhe é familiar, que lhe faz bem. Eu acredito no tempo. No tempo que passa, no tempo que cura, no tempo que traz: todas as coisas boas e ruins, o conhecimento, o esquecimento, a bonança no fim da tempestade, o dia entre as noites. Tudo é obra e fruto do tempo.
Eu, como muita gente, tinha a imbecil ideia de que podia comandar o tempo. Pelo menos, o meu tempo. Na verdade, descobri aos poucos, que posso sim é aproveitar bem o meu tempo, mas jamais vou dominá-lo, como se fosse as rédeas de um cavalo. Com paciência aprendi a me ouvir e atender minhas necessidades de tempo, de quietude e até de solidão e tristeza. Não há como ser feliz ou triste o tempo todo. Mas é possível viver bem tantos os momentos de tristeza quanto os de alegria. O bom é que quando nos ouvimos, aprendemos. Aprendemos com nossos erros, revisando o que podemos fazer diferente caso tenhamos uma chance, a não fazer errado de novo. Quando nos ouvimos, aprendemos a ouvir o outro também.
E assim, com esse novo começo pra mim, há um novo começo pro meu filho, pro meu marido, pra nossa família. Tem sido bom. Mas é um momento de tempo e paciência, de não ter pressa ou ansiedade. É um tempo para se refletir, buscar com calma tudo aquilo que precisamos, analisando, tentando escolher o melhor com base nas informações que temos. Começamos bem, o resto é com o tempo!