terça-feira, 16 de junho de 2009

Pessoas

Eu sempre pensei nas pessoas como nos versos de Raul Seixas - "todo homem tem direito de pensar o que quiser ... tem direito de amar a quem quiser... de viver como quiser... de morrer quando quiser... viva, viva a sociedade alternativa."
Mas é claro que o tempo me mostrou que isso é utopia, que infelizmente as pessoas não tem discernimento pra viver segundo sua própria lei. A coisa toda deveria se basear em respeito, amor ao próximo, compreensão, compaixão, princípios e valores que estão cada vez mais deturpados e ausentes na sociedade de hoje. Toda a minha conduta sempre foi baseada nesses valores porque cresci com eles dentro de casa. Sempre ouvi de meus pais as noções de respeito ao outro,à liberdade do outro, principalmente respeito a mim mesma. Cresci, amadureci, e percebi que muito do que eu esperava da vida era uma fantasia. E não que eu não acredite ainda nas pessoas, nem que não haja bondade ou solidariedade, mas é diferente quando você está dentro de uma situação que põe a prova a teoria da capacidade das pessoas provarem de como é mais fácil ser incriminador, discriminador, dissimulado, falso, alheio, insensível, ignorante, preconceituoso. Eu sempre procurei ser uma pessoa livre de preconceitos e totalmente aberta, claro que 100% é difícil, mas buscava me corrigir quando percebia uma conduta ou pensamento erroneo, equivocado. Me informava, até porque a base do preconceito é a ignorância advinda da falta de inforação e conhecimento. Não é errado não saber. Mas é totalmente inaceitável não ir atrás de informações pra pautar suas idéias. Ter argumentos. Ninguém concorda a respeito de tudo com todos, é óbvio. Mas é preciso saber do que se trata pra ter embasamento no debate e não cometer injustiças e nem magoar pessoas desnecessariamente.
Percebi que pequenos comentário, dependendo da situação e do teor, podem causar estragos enormes na vida de uma pessoa. Mas sabemos que somos responsáveis por nossas escolhas e nossas atitudes e é reconfortante poder dormir a noite com a consciência tranquila de que fiz o meu melhor. O mais difícil pra mim é quando a coisa vai pro lado da minha família, daqueles a quem eu amo. Aí já não é mas tão sereno e tranquilo o lance de defender, de proteger. Estou me preparando para a maior batalha da minha vida, porque confesso, jamais me imaginei passar por tal situação. Mas se Deus mandou essa missão pra mim, devo então estar preparada e tirar o melhor de mim...

domingo, 14 de junho de 2009

Os Pecados de uma Mente Liberta

Qual seria o maior pecado de uma mente liberta?
Não pensar! Não ser fiel aos seus pensamentos, à sua essência, àquilo que a transforma em quem és ou poderia ser...
Manter-se fiel é a mais árdua das tarefas. Seja porque a vida lhe encurralou em encruzilhadas e você escolheu o caminho mais longo, seja porque no meio do caminho você se perdeu, seja porque você talvez não saibas mais quem és.
Independente da resposta, existe uma verdade absoluta em todos nós e independente de nossa vontade, é fato, é que como seres humanos, erramos, e muito. Erramos com ou sem consciência. Cometemos deslizes. Pequenas injurias. Grandes tropeços. E esse mal é inerente à nossa condição humana porque é simplesmente impossível prevermos todas as consequências de nossas atitudes, todas as reações que delas advirão, todos os lados da história, todas as verdades envolvidas. Porque outro fato indiscutível é que a verdade pertence a cada um, e depende muito de que lado da história você se encontra. E isso não nos torna manipuladores ou interesseiros convenientes, é apenas mais uma condição de nossa natureza. Tal qual como a máxima que diz "quem ama o feio, bonito lhe parece". Tudo é simplesmente uma questão de ponto de vista, e a vista depende do foco, de que ponto você está vendo ou analizando a questão. Se está mais envolvido ou mais interessado na situação que os outros.
Logo, com tudo isso, voltamos ao ponto inicial, porque é daí que se iniciam nossos erros, nossos deslizes. Doa a quem doer, é verdade que sempre que erramos sabiamos da possibilidade, podiamos até não querer, mas podiamos evitar, porque é uma questão de escolha, e no caso do vacilo, má escolha. O livre arbítrio nos condenou a arcar com as consequências de tudo aquilo que fazemos, porque não somos obrigados a nada. Nem pelo momento, nem pelas circunstâncias, apenas somos o que somos e fazemos o que precisamos fazer. Se posteriormente isso gerar danos, arrependimentos, angústia, o problema não será de ninguém mais além de nosso, os causadores. Teremos ombros amigos, poderemos desabafar, mas a culpa, embora não goste desse termo, será sempre nossa, é o livre arbítrio.
E foi o livre arbítrio que me fez escolher ser uma mente liberta. Porque se na condição de sociedade não nos é permitido falar o que pensamos a todo momento, seja por normas de etiqueta, seja porque iremos magoar - sou da opinião que magoar é melhor que fingir - as pessoas, seja porque não é educado, devemos ao menos pensar. Pensar é um meio de nos levar a tomar o melhor caminho, a fazer a melhor escolha - entenda, melhor nem sempre é a mais acertada. Ser leal consigo mesmo. Buscar a integridade dos atos por meio dos pensamentos. É bem verdade que a sinceridade excessiva nos custa caro, bem sei disso, poucos ficam por perto, sobrevivem a isso, mas também são pessoas que sabem exatamente quem você é e o que você pensa. Sem máscaras. Se isso implica em momentos de solidão, consequência... escolha... se bem que a maior dificuldade nisso é o saber falar, ser sincero sem ser rude, se expor sem se impor, e isso, fica pra outro dia!